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 CULTURA EM ANGOLA

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MensagemAssunto: CULTURA EM ANGOLA   Sex Ago 14, 2009 6:29 am

Cultura
Atelier Monumental apresenta projecto cultural



Luanda – O atelier Monumental vai realizar às 10H00 desta sexta-feira, no Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), uma conferência de imprensa para a apresentação do projecto cultural denominado “Monumental”.

Em declarações nesta quarta-feira, à Angop, o conceptor do projecto Monumental, Nok Nogueira, fez saber que o projecto tem como finalidade procurar interagir cada vez mais com a sociedade nos produtos culturais de grande valor artístico e estético concebido pelos criadores nacionais.

Na mesma senda, referiu, o atelier Monumental, composto por individualidades do saber artístico e não só, como também arquitectos e estilistas, vai igualmente divulgar os escritores, músicos, teatristas, dançarinos e artistas plásticos vencedores do “Prémio Monumental”.

“Este prémio visa distinguir artistas nacionais, com uma certa carreira e que tenham trabalhos de reconhecida qualidade, os quais podem ser considerados um património da nação", apontou.

Logo, informou, os artistas vencedores nas modalidades de literatura, música, dança, teatro e artes plásticas terão direito a uma estatueta em bronze, bem como vão trabalhar com o atelier Monumental em ante-projectos de carácter cultural, com o fim de os apresentarem ao público na semana de 26 e 31 de Outubro do corrente.

O projecto Monumental, que pressupõe de responsabilidade estética, tem actualmente 15 membros, dentre os quais artistas, amantes de arte, arquitectos, estilistas e outras sensibilidades.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Sex Ago 14, 2009 6:30 am

Obra literária
Apresentado dicionário de provérbios Kikongo


Luanda – O mercado linguístico e literário angolano conta desde hoje com um dicionário de provérbios escritos na língua nacional kikongo, de autoria do escritor angolano Emanuel Kunzila, trazido às bancas pela Editorial Nzila.

O trabalho tem 358 páginas e contém mil e 50 provérbios, traduzidos e explicados em português, francês e inglês.

Comercializado a três mil e 500 kwanzas, o dicionário teve uma tiragem de cinco mil exemplares e tem dois volumes, sendo o primeiro da letra A a L e o segundo de M a Z.

De acordo com o vice-ministro da Educação para a Reforma Educativa, Pinda Simão,que prefaciou a obra, o mesmo espelha por escrito a extensão e a profundeza destes saberes que qualquer sociedade procura preservar e transmitir às gerações futuras.

Pinda Simão acrescenta que o dicionário, único no seu formato, contém um manancial de sabedoria que bem usado é um instrumento essencial e rico de conhecimento.

Referiu ainda que nesta obra os provérbios em kikongo são a base essencial de comparação que servem apenas para explicar ou esclarecer os sentidos dos primeiros.

“O dicionário de provérbios africanos em kikongo traduzidos e explicados em três línguas, das quais duas fazem parte dos grupos das mais faladas no mundo. Chegou no momento oportuno em que os conhecedores da riqueza da cultura africana têm a obrigação de partilhar os seus saberes ”, acrescenta o vice-ministro.

Emanuel Kunzika, natural da aldeia de kintô, Maquela do Zombo, fez todos os seus estudos na República Democrática do Congo, de 1938 a 1963, quando obtém o certificado de estudos políticos-sociais do instituto de estudo políticos da então Léopoldville, hoje, Kinshasa.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Sex Ago 14, 2009 6:31 am

Kwanza Sul
Direcção provincial promete apoio ao projecto de resgate de valores culturais


Sumbe - O director provincial da Cultura no Kwanza Sul, António Menezes, manifestou hoje, quinta-feira, no município do Sumbe, a disponibilidade do seu pelouro apoiar a execução do projecto "Havemos de voltar", destinado ao resgate dos valores morais e culturais.

António Menezes enalteceu a iniciativa pela sua importância na preservação da identidade histórica e cultural da província.

O programa foi lançado na Escola de Formação de Professores, na presença de membros do governo local, autoridades tradicionais, religiosas e judiciais, e é da autoria do reverendo Gabriel Vinte e Cinco, afecto à Igreja Metodista Unida.

O mesmo, tem por finalidade contribuir para o desenvolvimento do movimento cultural da província e vai, através da pesquisa, promover a recolha de objectos tradicionais locais, produzir um acervo bibliográfico e outros testemunhos para as actuais e futuras gerações.

Na sua apresentação, o reverendo Gabriel Vinte e Cinco considerou ser necessário haver um despertar dos angolanos, face à aculturação registada nos dias actuais, tarefa para a qual apela a o envolvimento de toda a sociedade.

Segundo o religioso, são notáveis sinais de perda paulatina da identidade e dos valores morais, culturais e históricos, facto que o motivou a desenvolver o referido projecto.

O responsável lamentou o facto de até ao momento não haver na província nenhum trabalho de pesquisa para levar ao conhecimento do público, os personagens históricos que deram o seu contributo na luta contra o colonialismo.

Na sua alocução, propôs a criação de espaços e fontes de saber, como museus e bibliotecas, com vista a preservação de figuras e objectos tradicionais para a divulgação.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Ter Ago 18, 2009 5:47 am

Literatura
Escritor apresenta obra "Gritos e Penumbras"



Luanda – O escritor angolano Francisco Bussulo vai apresentar nesta terça, no Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), em Luanda, a sua primeira obra literária com o titulo “Gritos e Penumbras”, que retrata, entre outras situações, a exclusão social que aflige o mundo.


De 46 páginas, a obra, de estilo poético, do escritor com o pseudónimo "Bussulo Dolivro", abarca uma dimensão multiforme sobre aspectos ligados à sociedade, política e cultura, além de conflitos religiosos.


Em entrevista à Angop, a propósito da cerimónia de lançamento, de terça-feira, Bussulo Dolivro indicou que a obra, a ser vendida ao preço de Akz 700, carrega esta dimensão multiforme, porque, na sua maioria, resulta da submissão social e laboral.


Francisco Bussulo explicou que a sua obra procura, também, descrever aspectos que ajudam a criatividade juvenil e da sociedade, de um modo geral, porque os jovens têm se preocupado muito com teorias muito equidistantes daquilo que é a realidade contemporânea.


Por isso, apela aos escritores jovens a procurarem escrever não só sobre amor, pois, as sociedades não carecem apenas deste factor elementar, mas sim, que se fale das aflições actuais, tais como a perca de valores morais ou culturais”.


Publicado pela Soletrar Editora, esta edição comporta mil exemplares a serem comercializados, maioritariamente, em Luanda.


Francisco Bussulo nasceu na cidade do Kuito, província do Bié, onde frequentou o ensino primário, em escolas missionárias Católicas e o segundo e terceiro níveis na missão protestante local.

Em 2006 ingressou no Instituto Superior de Ciências da Educação (ISCED), onde é bacharel em história.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Ter Ago 18, 2009 5:48 am

Conferência
Especialista considera Óscar Ribas como "o antropólogo do povo"


Luanda – O antropólogo Américo Kwononoka considerou hoje, segunda-feira, o escritor angolano Óscar Ribas como “o antropólogo
do povo”, pela sua participação na construção da cultura do país.

Ao dissertar na Conferência Internacional Sobre “Vida e Obra de Óscar Ribas”, que se realiza no Palácio dos Congressos, em Luanda, Américo Kwononoka referiu que pelo seu método do inventário, recolhas etnográficas utilizadas, pelo campo de actuação, colocam o escritor na posição justificável de considerar o seu monopólio cultural como de dimensão antropológica.

Segundo o palestrante, Óscar Ribas como antropólogo oferece-nos uma importante contribuição à compreensão não só dos problemas culturais (material e espiritual de Angola) mas também da própria constituição das populações.

“A obra do autor engalana e enriquece o vasto monopólio cultural do país, abrangendo todos os aspectos principais das manifestações culturais do homem angolano em várias esferas”, acrescentou.

Américo Kwononoka sublinhou o contributo de Óscar Ribas para que os povos adoptassem o alembamento (casamento tradicional) como uma prática obrigatória no contexto dos angolanos.

“A esse propósito, Óscar Ribas, no livro Uanga, que quer dizer feitiço, assegura que o alembamento é necessário como qualidade seguradora da mulher no matrimónio. Ressalta o papel do alembamento como compensação matrimonial”, acrescentou.

Óscar Ribas, ressaltou a fonte, usando em quase todas as suas obras a língua Kimbundu, dando um grande contributo à promoção, preservação e transmissão da cultura angolana.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Sex Ago 21, 2009 4:56 am

Exposição
Quadros de artista cubano expostos na Universidade Lusíadas


Luanda - Uma exposição, denominada Mujer Emocional, composta por 18 quadros da pintura naif, de forte influência africana, na sua expressao abstraccionista, do pintor e artista plástico cubano Alexandro Meruelo Turino está patente desde a tarde de hoje, quarta-feira, na Universidade Lusíadas, em Luanda.

A exposição, de iniciativa do Núcleo de Estudos de Artes Arquitectura, Urbanismo e Design da Universidade Lusíada, poderá ser apreciada pelo público até ao dia 19 de Setembro.


As obras revelam a dimensão comunicativa cujo apelo irresistível está tanto na latinidade da profusão cromática como no mistério que se esconde por detrás da escala de grís, segundo o texto de apresentação.

As obras são para venda ao público ao valor que variam de 400 dólares, 500 e 750 dolares.

Inaugurou a exposição, o reitor da Universidade Lusíadas, Mário Pinto de Andade, na presença do administrador, Rui Mingas, professores, estudantes e o adido cultural de Cuba.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Seg Ago 24, 2009 3:23 am

Cultura
Cidade do Lubango acolhe Domingo do semba


Lubango - A cidade do Lubango, província da Huíla, vai acolher hoje uma actividade cultural denominada "Domingo do semba", no quadro das festividades da Nossa Senhora do Monte.

O evento, organizado por uma promotora local, vai decorrer no complexo turístico da Nossa Senhora do Monte e espera contar com a presença de mais de 800 pessoas.

Em entrevista à Angop, o responsável da actividade, Graciano Branco Vicente, explicou que o "Domingo do semba" vai presentear os presentes com musicas tocadas nos anos 60 a 80, bem como a exibição da banda local Estrela da Chela e de dançarinos daquela época.

No quadro das festas da Senhora do Monte estão ainda programadas actividades culturais como a venda de livros, passagem de modelo - "Huíla Fashion" e o concurso miss/Huíla2009.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Qua Ago 26, 2009 4:11 am

Cinema
Ministra encoraja agentes culturais a unirem-se na promoção de casas de exibição



Luanda - A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, solicitou hoje, em Luanda, que os agentes culturais unam esforços tendentes à recuperação e consequente mudança da imagem das casas de exibição de filmes no pais.


Falando no acto de apresentação da segunda edição do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FicLuanda), a ter lugar de 20 a 27 de Novembro, nesta cidade, afirmou que unidos poderão ultrapassar a crise e dar ao sector uma outra imagem, proporcionando aos frequentadores maior e melhor comunidade.

"A área de exibição de cinema deve trabalhar em parceria para a melhoria da imagem das casas de cinema do pais", disse.

Disse pretender, com esse alerta, propiciar a reabilitação das casas danificadas ou completamente destruídas. “Vamos juntar esforços para termos casas de cinema condignas e em condições adequadas para receber os cinéfilos”, frisou.

O Festival Internacional de Cinema de Luanda é generalista, dedicado aos filmes de longa e curta-metragem de ficção e documentários, podendo, no entanto, albergar outros géneros cinematográficos.

O evento subdivide-se em secções competitivas, não competitivas e outras actividades paralelas.

São secções competitivas: competição oficial de longa-metragem de ficção, competição oficial de curta-metragem de ficção e competição oficial de documentários. As não competitivas referem-se às retrospectivas de autores ou cinematografias, homenagens e temáticas.


Os principais prémios a serem atribuídos pelo júri das secções competitivas no FICLuanda, constituído por cinco elementos, são:


Prémio de Melhor Longa-metragem de ficção, Prémio de Melhor Curta-metragem de ficção, Prémio de Melhor Documentário e Prémio Cidade de Luanda.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Qua Ago 26, 2009 4:12 am

FICLuanda
Festival de Cinema reserva competição de vídeo amador



Luanda – Uma competição nacional de vídeo amador será a novidade da segunda edição do Festival Internacional de Cinema de Luanda (FICLuanda), a ter lugar 20 a 27 de Novembro próximo, na capital angolana, numa promoção do Ministério da Cultura.

Segundo a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, que procedeu hoje à apresentação do evento, a intenção é garantir que os produtores de vídeo amador possam apresentar as suas produções, de forma competitiva.

“Da mesma forma que são atribuídos prémios para os filmes estrangeiros, a organização achou por bem abrir uma nova categoria dedicada à produção nacional, na vertente do vídeo amador. É uma forma de se reconhecer e incentivar o trabalho desenvolvido pelos criadores angolanos nesta modalidade”, reforçou.

Rosa Cruz e Silva adiantou que, com essa inovação, pretende-se também incentivar os criadores nacionais a apostarem cada vez mais na produção de obras cinematográficas.

O Festival Internacional de Cinema de Luanda é generalista, dedicado aos filmes de longa e curta-metragem de ficção e documentários, podendo, no entanto, albergar outros géneros cinematográficos.

O evento subdivide-se em secções competitivas, não competitivas e outras actividades paralelas.

São secções competitivas: competição oficial de longa-metragem de ficção, competição oficial de curta-metragem de ficção e competição oficial de documentários. As não competitivas referem-se às retrospectivas de autores ou cinematografias, homenagens e temáticas.

Os principais prémios a serem atribuídos pelo júri das secções competitivas no FICLuanda, constituído por cinco elementos, são: Prémio de Melhor Longa-metragem de ficção, Prémio de Melhor Curta-metragem de ficção, Prémio de Melhor Documentário e Prémio Cidade de Luanda.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Qua Ago 26, 2009 4:13 am

Huíla
Publicada obra "Pegadas do Passado" no Lubango



Lubango - A primeira obra literária do escritor angolano Carlos Pedro, intitulada "Pegadas do passado", foi publicada hoje no Lubango, província da Huíla, durante um feira do livro alusiva às festividades da Senhora do Monte.

Com 28 páginas, o livro poético retrata sonhos, nostalgia e desequilíbrio social nacional e foi editado pela União dos Escritores Angolanos (UEA).

O trabalho foi produzido em Portugal.

Em declarações à Angop, o autor explicou que a obra já foi lançada em Junho último no Centro de Congresso em Lisboa, no decorrer da primeira amostra de jovens criadores da CPLP e teve uma tiragem de 500 exemplares.

Para a Huíla, disse, foram reservado 150 exemplares, 90 dos quais já vendidos.

A actividade consta de um projecto da UEA que visa a expansão, comercialização e divulgação de obras nacionais, a nível das 18 províncias do país, com objectivo de promover o gosto de jovens a leitura.

O escritor pretende reeditar mais 500 exemplares, na perspectiva de apresentar o livro noutras províncias do país, depois de já ter sido publicada e apresentada nas províncias do Cunene, Luanda, Benguela e Kwanza Sul.

A cerimónia de abertura da feira do livro, efectuada pela directora provincial da cultura, Maria Marcelina Gomes, foi assistida por governantes, brigada jovem de literatura do Lubango, estudantes universitários e público.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Sex Ago 28, 2009 5:51 am

Música
Casa70 realiza show de apresentação do álbum "Kuma Kua Kié"


Luanda - Três espectáculos de apresentação oficial do álbum "Kuma Kua Kié", do músico angolano Yuri da Cunha, serão realizados no mês de Setembro, em Luanda, pela promotora Casa70.

Em conferência de imprensa realizada hoje, o músico informou que os shows serão realizados nos dias três quatro e cinco de Setembro.

Nessas actuações, de aproximadamente uma hora e meia, o músico referiu que vai brindar os presentes com temas do seu disco novo, como “PPP”, “Quero Saldo”, “Mwana Cabinda”, “20 anos” e “Krukutetas”, cantadas em português e nas línguas nacionais kimbundo e fiote.

Acrescentou que, para os shows, preparou igualmente temas cantados por Teta Lando, Urbano de Castro, David Zé e outros, por forma a não só apresentar um disco, mas também um espectáculo “que vai buscar um pouco na nostalgia o sentimento da angolanidade”.

Dessa forma, julga poder recordar com os presentes que Angola “é um país para frente, sem esquecer dos valores que ficaram”.

"Farei a apresentação oficial dos temas do novo disco, mas também vou em busca das músicas antigas e algum resgate que fiz da musica angolana, para mostrar um pouco mais da nossa cultura dentro do nosso país", acrescentou.


Segundo o músico, participarão consigo nos shows os integrantes da sua banda, constituída por Carlitos Chiemba (baixo), o brasileiro Chimbinha e Nelas Som (guitarra), Tavinho (teclado), Dinho (bateria), Joazinho Morgado, Chalana (percussão), Neuma Patrícia e Fausto Fonseca (coros), entre outros.


Por outro lado, o também conhecido “show man” disse que a música angolana tem evoluído com o tempo, mas é preciso apostar-se na formação dos músicos e técnicos de música, para que se possam situar.


Em relação a outras actividades agendadas, o músico disse que tem em carteira projectos de resgates da música angolana antiga, para valorizar a mesma e dar uma outra visão.

Yuri da Cunha, que começou na música como cantor piô, lançou o primeiro CD “È tudo Amor”, em 1999, e o segundo intitulado “Eu”, em 2005.

Vencedor de vários troféus nacionais e internacionais, ganhou o prémio Rádio Luanda 2008, na categoria “Kianda do Sucesso”, pela quantidade de shows realizados ao longo do ano e valorização da cultura nacional.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Sex Ago 28, 2009 5:52 am

Luanda
Agentes culturais em seminário sobre delinquência no Cazenga


Cazenga - Agentes culturais e actores do município do Cazenga, em Luanda, participam desde hoje num seminário sobre estratégias de prevenção da delinquência infanto-juvenil, promovido pela Companhia de Artes Tweza.

O encontro, a decorrer sob o lema “Todos juntos é possível”, tem por objectivo encontrar meios visando contribuir para o plano de prevenção e combate à delinquência juvenil.

Durante o evento, os participantes vão debater temas como “O papel dos agentes culturais no combate à delinquência infanto-juvenil” e “A visão estratégica e o papel da igreja na prevenção deste fenómeno”.

Em declarações à Angop, o responsável da Companhia de Artes Tweza, Afonso Van-Dunem, disse que este exercício que as ONG estão a desenvolver visa ajudar o Governo a solucionar os problemas sociais que afligem a sociedade.

Para si, o Governo por si só não vai poder resolver todos os problemas, motivo que leva várias organizações a abraçarem a iniciativa em prol de uma sociedade sem crimes.

A Companhia de Artes Tweza é uma associação filantrópica de carácter associativo-cultural, que existe há mas de dez anos, trabalhando no domínio sócio-cultural, com acções nas zonas suburbanas.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Sex Ago 28, 2009 5:53 am

Cultura
Professor de arte defende maior sincronia entre promotores e criadores



Luanda - O professor de arte Paulo Kussy afirmou hoje, em Luanda, que para haver uma séria dinamização artística nas artes plásticas do país precisa-se uma maior sincronia entre os promotores culturais, mecenas e os próprios criadores.

Em declarações à Angop, Paulo Kussy fez saber que apesar de haver interesses de algumas entidades em dinamizar a arte, nos últimos anos, há que se trabalhar bastante de modo a que as sensibilidades apontadas acima surjam cada vez mais e se entreguem mais em prol da arte.

“Nota-se não existir ainda galerias como tal, logo, não se verifica um comércio de artes plásticas como devia ser não obstante o engajamento de espaços como Celamar, Salão Internacional de Exposições(Siexpo), União Nacional de Artistas Plásticos(UNAP) e a Humhumbi”, referiu.

No entanto, fruto da paz que Angola conquistou, disse, há perspectivas de melhorias deste sector, já que se está a criar, por exemplo, uma infra-estrutura adequada para o ensino artístico, propiciando assim o surgimento de mais técnicos médios capazes de encontrar as soluções para o progresso da “arte do belo”.

Se surgirem deste modo, segundo disse, haverá mais técnicos médios capazes de formar as crianças ao nível elementar e os superiores para formar os médios, assim como se vai criar um número elevado de artistas e professores com um poder de investigação cada vez mais avançado, influenciando, assim, o surgimento de galerias de facto e museus de arte.

“O curso da actual Escola Nacional de Artes Plásticas(ENAP), como nota, podemos dizer que está bem estruturado, sendo que os alunos apresentam, no quarto ano, um trabalho de investigação sobre um determinado estilo artístico, mas o problema deve-se ao facto de que esta pesquisa não continua por ausência de uma Escola Superior de Belas Artes.Logo, tem de surgir igualmente em Angola a escola artística de nível superior”, salientou.

Paulo Kussy reafirmou que o produto artístico tem necessariamente de fazer parte do imaginário de qualquer indivíduo desde o início da sua escolaridade em diante, só assim se pode compreender e dar valor aos aspectos culturais importantes incorporados, por exemplo, na cor, na mancha e na imagem concebida pelo artista.

Nascido aos dois de Fevereiro de 1978, Paulo Kussy é licenciado em pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade Clássica de Lisboa.

Actualmente, o também artista plástico é professor da Escola Nacional de Artes Plásticas(ENAP).
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Sab Ago 29, 2009 5:49 am

Kuando Kubango
Inaugurada em Menongue biblioteca da cultura


Menongue - A ministra da Energia, Emanuela Viera Lopes, inaugurou quinta-feira, na cidade de Menongue, a biblioteca da
Direcção Provincial da Cultura do Kuando Kubango, comportando uma sala para internautas com sete computadores conectados à Internet e uma sala de leituras, com capacidade para vinte interessados por dia.

A construção da biblioteca, que constitui uma referência para os jovens estudantes e todos os interessados, teve a duração de três
meses, a cargo da empresa de construção civil “JOAFEL”. Custou aos cofres do Estado noventa e cinco mil dólares americanos, através do Fundo de Apoio Social (FAS).

Em declarações à imprensa, depois do acto, que se enquadrou nas festividades do 67º aniversário do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que sexta-feira se assinalou, o governador do Kuando Kubango, Eusébio de Brito Teixeira, disse que a concretização do projecto constitui uma mais-valia para a população estudantil, através de investigações.

Segundo reconheceu, a província do Kuando Kubango já sentia a falta de um estabelecimento do género, pelo que doravante a
juventude terá o local onde poderá ter direito à pesquisa, tanto por via Internet como para a investigação na área de leituras,
embora ainda faltar outros meios essenciais para complementar os já existentes.

Para o director provincial da Cultura, Luís Paulo Vissunju, é um grande regozijo a entrada em funcionamento da biblioteca,
porquanto muitos anos já se passaram para se concretizar o sonho de ver erguida uma instituição condigna do género naquela região.

Informou que, para além dos sete computadores conectados, ainda assim há possibilidades de utilização, para os que tiverem
portáteis, duas linhas de Internet, tendo garantido que a biblioteca tem pessoal formado para atender as áreas digital ou literatura
manual, em que numa primeira fase será promocional.

Referiu que para área de leitura a instituição pretende lançar a política da classe (03) de educação e a classe (08), que é para a
literatura, geral ou infantil, em que para a classe (01) dar-se-á primazia para as carreiras de psicologia e filosofia, para mais tarde
complementar com outras áreas tidas de importantes para a pesquisa.

Por outro lado, sublinhou que a inauguração se enquadra nas festividades do aniversário do Presidente da República, “porque é
uma figura que se tem preocupado na abertura das universidades a nível do país e em particular em Menongue, com o Instituto
Superior Politécnico, sendo uma dignificação dos esforços do Chefe do Estado, uma vez que a biblioteca vai servir para a
capacitação técnico científica da juventude e não só”.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Qui Out 08, 2009 7:20 am

Exposição
Embaixada do Brasil inaugura exposição cartográfica e fotográfica


Luanda – A Embaixada do Brasil em Angola inaugura a 14 de Outubro, no Museu de História Natural, em Luanda, uma exposição cartográfica e fotográfica denominada "O Brasil Africano: Diáspora, Território, População".
Segundo uma nota de imprensa desta Embaixada, a que a Angop teve hoje acesso, a amostra será realizada com o apoio do Ministério da Cultura de Angola, Universidade de Brasília e da Petrobras, e decorrerá de 14 a 25 do mês em curso.
Segundo a nota, a exposição é de autoria do Professor do Departamento de Geografia da referida Universidade, Rafael Sanzio, chega ao país no próximo dia 12.
Para a exposição, Rafael Sanzio utilizará recursos da cartografia, fotografia e de textos sintéticos para introduzir temas relativos à matriz africana e à configuração territorial e etnográfica do Brasil
Dentre alguns dos trabalhos do autor destacam-se "Território das Comunidades Remanescentes de Antigos Quilombos no Brasil", "Quilombodas: Tradições e Cultura da Resistência" e "Dinâmica Territorial: Cartografia- Monitoramento-Modelagem".
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Sex Out 09, 2009 4:25 am

Cultura de Angola

Desde a Ocupação Portuguesa até hoje

O continente africano é considerado como o berço da humanidade. O território do actual estado angolano, é habitado desde o Paleolítico Superior, como indica a presença dos numerosos vestígios desses povos recolectores dos quais se deve salientar a existência de numerosas pinturas rupestres que se espalham ao longo do território. Os seus descendentes, os povos Sam ou Khm, também conhecidos pela palavra bantu mukankala (escravo) foram empurrados pelos invasores posteriores, os bantu, para as areias do deserto do Namibe. Estes povos invasores, caçadores, provinham do norte, provavelmente da região onde hoje estão a Nigéria e Camarões. Em vagas sucessivas, os povos bantu, começaram a alcançar alguma estabilização novas técnicas, como a metalurgia, a cerâmica e a agricultura, criando-se a partir de então as primeiras comunidades agrícolas.
Esse processo de fixação vai até aos nossos dias, como é o caso do povo tchokwé ou quioco, que em pleno século XX se espalhou pelas terras do povo Ganguela. A fase de estruturação dos grupos étnicos e a consequente formação de reinos, que teriam começado a ficar autónomos no século XIII.
Por volta do ano de 1400, surgiu o Reino do Congo mais tarde destacou-se deste no sul o Reino do Ndongo. O mais poderoso foi o reino do Congo, assim chamado por causa do povo Congo que vivia, então como agora, nas duas margens do curso final do rio congo. O Mani Congo, ou rei congo, tinha autoridade sobre a maior parte do norte da moderna Angola, governando através de chefes menores responsáveis pelas províncias.
O reino do Ndongo era habitado pela etnia Kimbundu, e seu rei tinha o título de Ngola. Daí a origem do nome do País. Outros reinos menores também se formaram nesse período.
Os reinos surgem da efectivação de um poder centralizado num chefe de linhagem (Mani, palavra de origem bantu) que ganhou o respeito da comunidade com seu prestígio e poder económico. provavelmente a partir do século XII os reinos começaram a conquistar autonomia.
D. João II, desde que subira ao trono, mostrara ardente e decido empenho em levar a cabo dois grandiosos projectos, cuja realização, glorificando o seu reinado, alongaria extraordinariamente os domínios portugueses além-mar: a continuação das descobertas inauguradas sob os auspícios do Infante e o prosseguimento das conquistas empreendidas por D. Afonso V.
Em 1482, um ano depois de assumir o governo, D. João II mandou Diogo Cão, seu escudeiro, prosseguir a descoberta para o Sul de África. Diogo Cão partiu de Lisboa com duas caravelas, no final do mesmo ano e descobriu a foz do Zaire.
O navegador foi bem acolhido pelo governador local do reino do Congo, que estabeleceu relações comerciais regulares com os colonizadores. Mas o reino de Ngola manteve-se hostil. Entre 1605 e 1641 ocorreram grandes campanhas militares dos colonizadores com o objectivo de conquistar as terras do interior e implantar o domínio político do território.
A dominação não foi tarefa fácil. Os chefes Ngola resistiram especialmente aquando da liderança da rainha Njinga Mbandi (1581-1663), que tinha grande habilidade política. Assim, o poder foi mantido com o reino dos Ngola por mais algumas décadas.
Também os reinos de Matamba e Kassange mantiveram a sua independência até o século XIX.
Em 1617, Manuel Cerveira Pereira deslocou-se ao litoral sul, subjugou os sobas (reis) dos povos Mudombe e Hanha e fundou o reino de Benguela, onde, tal como em Luanda, passou a funcionar uma pequena admnistração colonial. O tráfico de escravos passou a ser o grande negócio, interessando aos portugueses e africanos, mas provocou a escassez de mão-de-obra no campo, a agricultura decaiu, causando grande instabilidade social e política. A estratégia adoptada pela metrópole para a economia angolana baseava-se na exportação de matérias-primas produzidas na colónia, incluindo borracha e marfim, além dos impostos cobrados à população nativa. As disputas territoriais pelas terras africanas envolviam países económica e militarmente mais fortes como França, Inglaterra e Alemanha. Esse facto constituía motivo de grande preocupação para Portugal que começou então a ver a urgência de um domínio mais eficaz do terreno conquistado. Por isso, reformou a sua política colonial no sentido de uma ocupação efectiva dos territórios. A partilha do continente viria a acontecer pouco mais tarde, na conferência de Berlim.
A partir da década de 50 do século XX apareceram os primeiros movimentos nacionalistas que reivindicavam a independência de Angola. Houve conflitos armados nos quais se destacaram o MPLA(Movimento Popular de Libertação de Angola) fundado em 1956, a FNLA(Frente Nacional de Libertação de Angola) fundada em 1961 e a UNITA (União Nacional para a Independência Total de Angola), fundada em 1966. Depois de longos confrontos, o país alcança a independência a 11 de Novembro de 1975.

Riquezas

Angola possui grande diversidade de recursos naturais. Estima-se que o seu subsolo tenha 35 dos 45 minerais mais importantes do comércio mundial, entre os quais se destacam petróleo, diamante, gás natural, havendo também grandes reservas de fosfato, ferro, manganês, cobre, ouro e rochas ornamentais.
As principais bacias de petróleo em expansão situam-se junto à costa das províncias de Cabinda e Zaire, no norte do País. A reserva de diamante nas províncias de Lunda Norte e Lunda Sul é admirada pela sua qualidade e considerada uma das mais importantes do mundo.
Arte
A arte da máscara azul de Angola, as máscaras de madeira e as esculturas não são criações meramente estéticas, tal como na maioria da arte africana. Elas têm um papel importante em rituais culturais, representando a vida e a morte, a passagem da infância à vida adulta, a celebração de uma nova colheita e o começo da estação da caça.
Os artesãos angolanos trabalham madeira, bronze e marfim, nas máscaras ou em esculturas. Cada grupo etno-linguístico em Angola tem os seus próprios traços artísticos originais. O pensador de Cokwe é provavelmente a peça de arte mais famosa das criações angolanas, uma obra-prima da harmonia e simetria da linha. O Lunda-Cokwe na parte nordeste de Angola é conhecido também por suas artes plásticas superiores.
Outras partes da assinatura de arte angolana incluem: a máscara fêmea Mwana-Pwo desgastada pelos dançarinos masculinos em seus rituais de puberdade; as máscaras poli-cromáticas de Kalelwa usadas durante cerimónias de circuncisão; as máscaras de Cikungu e de Cihongo que conjure acima das imagens da mitologia de Lunda-Cokwe. Duas figuras chaves neste panteão são a princesa Lweji e o príncipe da civilização Tschibinda-Ilunga.
Também devemos referir a arte em cerâmica preta de Moxico do centro/leste de Angola. Enquanto as máscaras e as estátuas de madeira da África cresceram na popularidade no oeste, a indústria do artesanato em Angola procurou atender a demanda por arte africana. Um dos maiores mercados de artesanato em Angola é o mercado de Futungo, logo ao sul de Luanda. É o centro principal do comércio de artesanato para turistas e expatriados. O mercado está aberto somente aos domingos. A maioria dos comerciantes do artesanato são Kikongo, embora os artesãos mesmos granizem de muitos grupos etno-linguísticos diferentes.
Futungo tem também a vantagem adicionada de ser perto das praias bonitas ao sul de Luanda, onde muitos dos residentes de Luanda gastam seus fins de semana apreciando o sol e a areia da baía de Mussulo. um passeio ao mercado de Futungo pode ser uma aventura. Os comerciantes frequentemente arranjam músicos com instrumentos tradicionais, tais como os marimbas e os kissanges, xingufos (chifres grandes do antílope) e cilindros para dar a sensação de um festival da vila. Os homens vestidos como guerreiros, a roupa desgastando das peles do antílope e do puma, os colares dos escudos e os chocalhos em seus tornozelos, adicionam ao sabor local do mercado.
Em Angola existem várias línguas nacionais, como Quicongo, Kimbundo, Umbundo, Ganguela, Lunda-Tchokwe, Ibinda, entre muitas outras. No que se refere à religião consideram-se três divisões:Católica, Evangélicas e crenças tradicionais.

Música

O semba é um dos estilos musicais angolanos mais populares. A palavra semba significa umbigada.
O cantor Carlos Burity defende que a estrutura mais antiga do semba situa-se na massemba (umbigada), uma dança angolana do interior caracterizada por movimentos que implicam o encontro do corpo do homem com o da mulher: o cavalheiro segura a senhora pela cintura e puxa-a para si provocando um choque entre os dois (semba).
Jomo explica que o semba (género musical), actual é resultado de um processo complexo de fusão e transposição, sobretudo da guitarra, de segmentos rítmicos diversos, assentes fundamentalmente na percussão, o elemento base das culturas africanas.
Carlos Burity, artista angolano que iniciou a sua carreira na década de 70 define o estilo de música que canta da seguinte forma:
O Semba Semba é canto de avenida
É chuva de primavera

Semba é morte Semba é vida
O Semba Semba é o meu choro dolente
Olhar nossa vida de frente
Semba é suor Semba é gente

O canto do Semba o canto do Semba ele é nobre

O canto do Semba ele é rico o canto do Semba ele é pobre
O canto do Semba ele é rico o canto do Semba ele é pobre

O Semba no morro Semba no morro é fogueira

O Semba que traz liberdade o Semba da nossa bandeira
O Semba que traz liberdade o Semba da nossa bandeira

O Semba, Semba é kanuco de rua

Na escola da vida ele cresce de tanto apanhar se habitua
Na escola da vida ele cresce de tanto apanhar se habitua

A voz do meu Semba a voz do meu Semba urbano

É a voz que me faz suportar o orgulho em ser Angolano
É a voz que me faz suportar o orgulho em ser Angolano

Alguns nomes marcantes do semba são, Dom Caetano, Lurdes Van-Dúnem, Paulo Flores e Eduardo Paím, entre outros.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Seg Out 12, 2009 4:47 am

Espectáculo
Show da Amizade Angola/Brasil lota Coqueiros
Luanda – Cerca de trinta mil pessoas estiveram neste sábado no estádio dos Coqueiros, em Luanda, para assistir o espectáculo musical denominado “Show da Amizade Angola/Brasil 2009.
O espectáculo, que teve cerca três horas de duração, contou com um elenco considerado “de luxo” como a cantora e actriz brasileira Xuxa, os angolanos Yuri da Cunha e Maya Cool, assim como com a apresentação da miss Angola 2008, Lesliana Pereira, da jornalista angolana Analtina Dias e do também apresentador brasileiro Luciano Huck.
Depois da abertura do palco pelo grupo de dança angolano “Lambada do Kinaxixi”, subiu o músico Maya Cool que vivamente foi aplaudido, já que cantou os seus sucessos como “Ti Paciência” e “Muringa” (esta última fez furor quando era cantor infantil nos anos 80).
O “Show Man”, Yuri da Cunha, com Makumba”, “Zigui Zigui”, “Escolha Outra”, “Kuma Kwa Kié” e "O Amigo", entre outras, animou, dançou e encantou a
plateia que o acompanhava, em cada música.
Já Cantora brasileira Xuxa Meneghel, última a apresentar os seus dotes no espectáculo, fê-la com mestria, tendo recordado aos presentes os seus
temas de sucesso.
A apresentadora brasileira também conhecida como a “Rainha dos baixinhos” cantou os temas “A bandinha da Xuxa”, “ A voz dos animais”, “Magia Total”, entre outras.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Qui Out 15, 2009 7:27 am

15-10-2009 0:31

Show
Margareth do Rosário mostra-se pela primeira vez na Casa70


Angop
Margareth do Rosário realiza primeiro espectáculo na Casa70
Luanda - A cantora Margareth do Rosário teve na noite de quarta-feira a oportunidade de actuar pela primeira vez no palco da Casa70, em Luanda, num espectáculo onde desfilou alguns temas da sua discografia.

Durante o show aberto com o tema "Monami", de autoria de Lourdes Van-Dúnem, Margareth do Rosário fez uma incursão aos seus três trabalhos discográficos, relembrando, para quem já tinha esquecido, o princípio da sua carreira a solo.
Interagindo entre o semba e o ritmo kizomba, Gueth foi buscar aos discos "Amor Profundo", "Amor Profundo- Love 2" e "Em nova Dimensão" os temas "Dikanza", "No areal do semba", "Volta amor", "fechando a primeira fase da sua actuação com "Por amar-te tanto".
Bem animada, apesar de não haver grande correspondência do público, Margareth deixou o palco, por alguns instantes, para o seu primeiro convidado da noite: Pedrito, que em cerca de quatro minutos brindou os presentes com "Kilumba".
De regresso ao palco, Margareth começou a segunda fase com "A volta" e "Rosa Maria", para deixar novamente o espaço a mercê de outro convidado da noite, nada mais do que Bangão, que com a sua "banga" deixou o cheiro de "Dioguito".
Com o show a caminhar para o seu final, a artista foi novamente ao disco "Em nova dimensão" buscar "Se quiser" e um velho sucesso do music hall nacional "Manuelé", abrindo, desta forma, o espaço para o terceiro e último convidado. Calabeto aqueceu o palco com "Menina", mostrando ao público que apesar da idade ainda está em forma no que a dança diz respeito.
O espectáculo fechou com Margareth do Rosário a cantar "Joaquinita" e "Manazinha".
Para hoje está reservado nova actuação, numa jornada que termina sexta-feira no mesmo local e hora.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Ter Out 20, 2009 5:17 am

Música
Yuri da Cunha faz "tournée" conjunta com Ramazzotti
Luanda - O cantor angolano Yuri da Cunha inicia a 22 deste mês uma “tournée” pela Europa, a convite do músico italiano Eros Ramazzotti, confirmou hoje, em Luanda, o porta-voz do artista.
Em declarações à Angop, o porta-voz do cantor, Chalana Dantas, explicou que o autor de “Kuma kwa Kie” foi escolhido para abrir
50 shows da estrela italiana, com quem vai se exibir durante dois meses.
O também instrumentista precisou que Eros Ramazotti fez o convite, porque “encantou-se com as performances artísticas de Yuri da Cunha e decidiu convidá-lo para patilharem o palco na digressão”.
“Os artistas estão a estudar fazer um disco conjunto, de forma a que o Yuri lance a sua carreira na Europa, onde tem sido convidado para diversos shows”, sublinhou.
Yuri da Cunha e a sua banda, que viajam esta segunda-feira com uma comitiva de aproximadamente 16 integrantes, começam a cantar em Itália, França, Espanha, entre outros países.
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MensagemAssunto: Re: CULTURA EM ANGOLA   Sex Out 23, 2009 4:07 am

Lançamento
Angola marca a diferença no mercado literário africano

Luanda - O mercado literário angolano marcou a diferença no continente africano, com a sessão de lançamento, na noite desta quinta-feira, em Luanda, da colecção literária infantil “O aniversário de Astérix&Obélix- O livro de Ouro”, segundo Mário Coutinho, representante da Media Nova.
Dirigindo-se aos leitores presentes na sessão de lançamento, Mário Coutinho afirmou que os angolanos podem orgulhar-se pelo facto de serem os únicos africanos a desfrutarem do prazer de receber em simultâneo com os países ocidentais a uma actividade cultural mundial.
“É uma satisfação trazer para o mercado angolano uma colecção tão importante para o universo literário infantil. É uma colecção, cuja
expressão é de arte universal na vertente pedagógica e informativa que levou a Media Nova à aliar-se à Editorial Leya”, reforçou o
responsável.
Esta, de acordo com ele, é uma oposta das duas instituições com o intuito de oferecer um conteúdo de entretimento para crianças e
adultos. “É uma aposta na promoção da cultura e que visa trazer no mercado angolano novas opções de leitura como forma de
proporcionar aos leitores volumes de obras mundiais”, frisou.
A edição especial do "O aniversário de Asterix e Obelix - O Livro de Ouro" foi editada para comemorar os 50 anos da dupla Asterix e
Obelix, que continua irredutível na luta contra os romanos.
A saga dos dois gauleses teve início em 1959, data em que o argumentista René Gosciny (falecido em 1977) e o desenhador Albert
Uderzo, hoje com 81 anos de idade, criaram a banda desenhada.
As primeiras pranchas foram publicadas em 29 de Outubro de 1959 no primeiro número da revista semanal francesa "Pilote", que com elas queria combater a invasão da banda desenhada norte-americana.
Devido ao sucesso imediato, os dois criadores publicam em 1961 o primeiro álbum, "Asterix, o gaulês". Desde então, milhões de leitores desfrutaram dos 32 livros que se lhe seguiram, traduzidos em mais de 100 línguas ou idiomas, além dos oito filmes de animação, das três longas-metragens e do parque temático construído em Plailly, nos arredores de Paris.
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