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 Estados do Brasil

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Carla Carinhas
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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Sab Mar 12, 2011 2:11 am

Olá a todos!

Amigo (primo) ... realmente não sabia .
Deve ser muito bom poder fazer um trabalho deste porte.
Fico feliz de te ver junto por ai ... adoraria ter algum dom para ajudar o proximo. Mas não cheguei a tanto.

Vai nos mostrando tudinho ... e desde já te agradeço pelo apoio aqui nos dado.
Não me canso de dizer a todos por aqui OBRIGADOOOOOOOOOOOOOOO.

Kiss a todos
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Carla Carinhas
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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Ter Mar 15, 2011 5:05 pm

Olá a todos!

Bem vou falar um pouco de tres cidades que estao em estado de calamidade por aqui no paraná.
Antonina.

Quer conhecer esta cidade: Antonina

Mais de 24 mil pessoas já foram atingidas pelas chuvas
Último boletim divulgado pela Defesa Civil aponta que há mais de 8 mil pessoas desalojadas...

O terceiro boletim da Defesa Civil do Paraná, divulgado no início da noite de segunda-feira (14), mostra que chega a 24.918 o número de pessoas atingidas pelas chuvas. No total são 8.843 pessoas desalojadas e mais 977 desabrigadas.

Até agora foram registradas três mortes, duas em Antonina e uma em Honório Serpa. Em Morretes há duas pessoas desaparecidas.

A Defesa Civil de Antonina vai desocupar o Morro da Graciosa, com isso deve aumentar o número de desalojados. No local vivem 1.500 pessoas, das quais 390 já foram retiradas e encaminhadas para escolas da região.

Em Morretes, entre desabrigados e desalojados, o número chega a 8.680. A Defesa Civil está retirando preventivamente alguns moradores da região.


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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Qua Mar 16, 2011 1:47 am


BAIXADA SANTISTA- SP - ITANHAÉM

Cronologia Histórica

1531/2 Fundação da povoação de Itanhaém entre as margens dos rios Itanhaém e Peruíbe, provavelmente no dia 8 de dezembro...

1533 Edificação da ermida de barro dedicada a Nossa Senhora da Conceição, no morro de Itaguaçu, às margens do rio Itanhaém, com frente para Sudoeste, cujas escadas eram contados 83 degraus.Também nesta data é atribuído o início da construção do Colégio São João Batista, onde hoje se localiza a cidade de Peruíbe.

1535 Criada a Paróquia de São Vicente a 30.06, sendo a primeira da Capitania de São Vicente e tendo como pároco o Padre Gonçalo Monteiro, vindo com a esquadra de Martim Afonso de Sousa em 1532.

1549 Chegada dos jesuítas à região, atendendo a Capitania de São Vicente em toda a sua extensão.

1553 Presença de José de Anchieta, provavelmente em retiro de orações, na capela da Villa de Conceição de Itanhaém

1554-55 Morte do padre Leonardo Nunes, no mar de Santos, em um naufrágio. O Brasil perde seu primeiro missionário, chamado que fora a Portugal para relatar sobre sua missão a Inácio de Loyola, chefe da Congregação dos Jesuítas. Os colonos da aldeia de Conceição de Itanhaém estavam revoltados com a libertação que provocava o padre Leonardo Nunes, causando problemas à agricultura canavieira que começava a florescer às margens dos rios Itanhaém e Peruíbe, nas feitorias de João Castelhano Rodrigues e Pêro Corrêa.

1556 Os refugiados de São Vicente chegam a Itanhaém, pois a tribo dos Tamoios ocupava boa parte da porção da costa vicentina, de Iperoig à vila de Santos.

1560 Chega à Conceição de Itanhaém, a primeira imagem de Nossa Senhora da Conceição

1561 Muitos colonos portugueses abandonam a aldeia antiga, estabelecendo-se no aglomerado de casas da Vila de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, às margens do rio Itanhaém, através de um plebiscito. A vila de Conceição de Itanhaém já obtém foro de Vila, Pelourinho e Câmara Municipal. Eleito juiz Pedro Cristóvão Gonçalves.

1563 Naufrágio de Hans Staden na costa paulista (?).

1564 Edificação de uma nova Igreja Nossa Senhora da Conceição, no local onde se erguia a ermida dedicada à santa, que introduziu no Brasil o culto dedicado a ela.

1614 A invasão dos franceses na costa chega a São Vicente, destruindo a Igreja Nossa Senhora das Naus, localizada no "Japuí", antiga residência de Pêro Corrêa, que fora transformada em Igreja por ordem do padre José de Anchieta.

1615 Erguia-se na vila a Igreja de Santa Luzia, cujo caminho atendia também a construção do prédio da Casa de Câmara e Cadeia, o que resultou nos dias de hoje em seu completo desalinho em relação à situação das atuais ruas, tendo sua provável destruição em 1635.

1623 Os Camaristas da Vila de São Vicente, por ordem expressa do Governador Geral, davam posse ao Conde de Monsanto, à Capitania de São Vicente, abrangendo as vilas de São Vicente, Santos, São Paulo (Piratininga), Sant'Anna de Mogy, ilhas de Santo Amaro e São Sebastião.

1624 Em 7 de fevereiro torna-se donatária da outra parte da Capitania, a herdeira de Martin Afonso de Sousa, Marianna de Sousa Guerra, a Condessa de Vimieiros, com jurisdição sobre vasta região, desde Cabo Frio ao norte e Paranaguá ao sul, bem como sobre as vilas de São José dos Campos, Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá e as povoações criadas nas lavras de Minas Gerais. A Vila de Conceição de Itanhaém torna-se "Cabeça de Capitania" da casa de Vimieiros.

1635 Descoberta do ouro na Capitania de Itanhaém, na região de Ribeira de Paranaguá. Destruição da Igreja de Santa Luzia, localizada mais próxima à praia, prédio que compunha com a Casa de Câmara e Cadeia o conjunto arquitetônico da antiga Rua São Francisco.

1639 Início da construção da Igreja Matriz dedicada a Sant'Anna, dentro da paliçada que circundava a Vila.

1654 Os jesuítas são expulsos da Vila de Conceição de Itanhaém ( e do Brasil ), devido ao conflito da escravização indígena. Os franciscanos substituem os jesuítas na Igreja Nossa Senhora da Conceição, à beira-rio do morro de Itaguaçu.

1699 Os franciscanos iniciam a construção de uma nova igreja e Convento no morro de Itaguaçu.

1700 Por Carta Régia, Conceição de Itanhaém torna-se Sede de Município.

1711 D.João V anexa as terras em litígio entre os Vimieiros e Monsantos, as Capitanias Paulistas aos domínios da Coroa. A vila de Itanhaém, foi instituída em baronia a favor de Manoel de Andrade Souto Maior.

1713 Conclusão das obras de construção do Convento e da Igreja Nossa Senhora da Conceição no morro de Itaguaçu.

1752 Os 83 degraus que davam acesso ao Convento são substituídos pelas ladeiras.

1761 Término de parte considerável da Igreja Matriz de Sant'Anna. A imagem de Nossa Senhora da Conceição é conduzida à Vila de Itanhaém.

1791 Extinção da Capitania de Itanhaém.

1799 Conclusão das obras de construção da Igreja Matriz de Sant'Anna.

1819 A Vila de Itanhaém é transformada em Baronia do Marquês de Souto Maior.

1829 Decide-se pela reconstrução da Casa de Câmara e Cadeia, sendo anexado ao prédio a parte frontal, encobrindo a escadaria que antes se situava na parte externa do mesmo.

1830 Os frades franciscanos abandonam o Convento, a Vila caíra em declínio desde a descoberta de ouro nas Gerais

1833 Destruição da Igreja e do Convento por um incêndio. O solitário frei, professor e padre, tendo solicitado ajuda para o espanto de morcegos, esqueceu-se do perigo das labaredas das tochas nas vigas cheias de cupins, a população foi insuficiente para debelar tamanho incêndio.

1835 A coroa de ouro de Nossa Senhora da Conceição é roubada e recuperada pela população da vila de Conceição de Itanhaém.

1837 Aparecem nas matas da região os chamados jaguanans, que emigravam das margens do rio Paraguai, mais de 30 anos haviam principiado a viagem.

1840 Chegada dos franciscanos a 25 de janeiro, em Itanhaém, estabelecendo-se no Convento.

1853 Nasce Benedito Calixto de Jesus, em 14.10, grande pintor e historiador itanhaense, introdutor da fotografia no Estado de São Paulo, teatrólogo.

1861 Início das obras de reconstrução do Convento e da Igreja em partes destruídas pelo incêndio.

1864 É estabelecido um cemitério ao lado do Convento dos franciscanos, entre a ladeira antiga e a nova rampa do Convento.

1866 Instalação da rede de telégrafo nacional, servindo futuramente de comunicação à frente brasileira na Guerra do Paraguai.

1868 Nasce Emidio Emiliano de Souza, em 03.09, pintor primitivista e teatrólogo.

1888 Fundação do Gabinete de Leitura, ao lado do Cruzeiro do Convento.

1895 Nasce o pintor Bernardino de Souza Pereira, em 03.09, na cidade de São Paulo.

1906 Itanhaém passa a chamar-se apenas Itanhaém através da Lei Estadual nº 1021 de 6 de novembro. O antigo nome da cidade era Conceição de Itanhaém

1908 Inaugurada a primeira adutora de água por Carlos Botelho.

1909 Primeira viagem de automóvel a Itanhaém, realizada por Washington Luís.

1912 Rui Barbosa tenta chegar a Itanhaém, mas encalha no rio Mongaguá.

1913 Chega o primeiro trem de passageiros da Southern São Paulo Railway Company, em 21.12.

1923 Instalação da rede elétrica na cidade de Itanhaém.

1925 A Diocese de Santos recebe seu primeiro bispo, Dom José Maria Parreira Lara, em 18.04, à qual estava subordinada a Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém.



1927 Falece Benedito Calixto de Jesus em 31.05

1930 Revolução de Outubro e estabelecimento de uma Junta Governativa.

1932 O Gabinete de Leitura é invadido pelo exército paulista para abrigar soldados que vigiavam as cidades consideradas estratégicas. Com o abrigo de militares, muitas obras e cenários de teatro pintados por Benedito Calixto foram destruídos.

1938 Itanhaém perde parte de seu território para a formação do Distrito de Itariri.

1948 Criado o município de Itariri. Início do serviço de ônibus pela praia. Uma enchente de grande porte devasta a colônia japonesa localizada às margens do rio Itanhaém. Itanhaém é constituída em Estância Balneária através da Lei Estadual nº 163 de 27 de setembro.

1949 Falece Emídio Emiliano de Souza, em São Paulo, a 19.09.

1950 A coroa de ouro de Nossa Senhora da Conceição é levada ao Congresso Eucarístico na cidade do Rio de Janeiro.

1956 Por Decreto Estadual e aprovado pela Câmara Municipal, é instituído o dia 22 de Abril como Aniversário da Cidade.

1958 Itanhaém torna-se Sede de Comarca, abrangendo Itariri, Peruíbe e Mongaguá.

1959 Criados os municípios de Mongaguá e Peruíbe, desmembrados do território de Itanhaém.

1961 Abertura ao tráfego da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega.

1969 Definido pela Lei 878 de 01.11.69 o Brasão de Itanhaém.

1972 Furtada dos altares da Igreja Matriz de Sant'Anna a imagem histórica de São João Batista, padroeiro da cidade de Peruíbe, que ainda estava depositada no nicho direito dos altares laterais.

1985 Falece em Itanhaém o pintor Bernardino de Souza Pereira em 01.08.

1992 Reaberta ao público e fiéis a Igreja Matriz de Sant'Anna, após cinco anos fechada, em restauração.

1996 É criada a Região Metropolitana da Baixada Santista através da Lei Complementar Estadual nº 815 de 30 de julho de 1996. Itanhaém, que pertencia ao Litoral Sul, passa a pertencer à essa região, juntamente com os municípios de Peruíbe, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Cubatão, Guarujá, Bertioga
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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Qua Mar 16, 2011 1:53 am

BAIXADA SANTISTA- SP - ITANHAÉM


Itanhaém na Época da Fundação

ITA HAÊ = (BACIA DE PEDRA)

“Informações, Fragmentos Históricos e Sermões" que viu um preso desafiar o algoz aos gritos: "Mata-me! Tens muito que te vingar de mim! Comi teu pai. Comi teu irmão! Comi teu filho! E meus irmãos vão me vingar e comer todos vocês". Comer o inimigo era afirmar potência. O canibalismo exprimia a força do predador, na sua capacidade máxima. Para eles, os seres potentes eram devoradores.

Em 1553, o alemão Hans Staden naufragou em Itanhaém, e ficou nove meses na aldeia do cacique Cunhambebe, na região de Mangaritiba, Rio de Janeiro. Ele mesmo participou de uma expedição de canoa até Bertioga, em São Paulo, para capturar inimigos. Mortos e feridos foram devorados no campo de batalha e durante a retirada. Os cativos foram levados para a aldeia, para que as mulheres pudessem participar do ritual antropofágico.

A catequese dos brancos acabou com esse canibalismo guerreiro. O ritual pertencia a uma cultura estável, que foi desestruturada até em grupos mais arredios. De acordo com análises do Museu Indígena de Monte-Mor na urna funerária que hoje se encontra exposta na Casa de Câmara e Cadeia (Casa da Memória) os ossos são de um filho de Pajé que foi encontrado na época de uma das batalhas, estima-se que na época tinha entre 13 e 17 anos de idade após o falecimento, os tupis (tronco familiar chave) habitavam todo o litoral paulista, desde a época do descobrimento e dos primeiros colonizadores, dadas as informações obtidas em escritos de José de Anchieta, Frei Gaspar, etc.
Os índios praticam o que chamamos de economia de subsistência. Esse tipo de economia consiste na exploração e administração dos recursos materiais de um território com o objetivo apenas de satisfazer as necessidades básicas de sobrevivência. Assim, não havia a preocupação de conseguir mais recursos do que aqueles realmente necessários, e em cada aldeia era auto-suficiente. Esses grupos humanos viviam da agricultura, da coleta de frutos e plantas silvestres, de mariscos e ostras, além da caça e pesca. A mandioca era à base da alimentação em grande parte do litoral. Ao sul do Brasil, o milho representava o alimento mais importante. Os vários utensílios permitiram a execução das atividades de sobrevivência. As diferenças na realização das tarefas eram determinadas pelo sexo e pela idade dos integrantes de uma tribo. Os homens derrubavam árvores, abrindo clareiras, caçavam e pescavam. Preparavam objetos de pedra e madeira para a realização dessas tarefas. As mulheres plantavam, faziam cerâmicas e cuidavam da preparação da mandioca, que era transformada em bebida e em farinha. Esse trabalho com a mandioca ainda hoje é executado no interior do Brasil que consiste em ralar as raízes da mandioca, espremer a massa para extrair o suco do qual é feita a bebida fermentada, a massa é torrada e transformada em farinha ou bolos. A bebida feita de mandioca era chamada de cauim e a do milho chicha. Nas grandes festas que se realizavam, tomava-se muito dessa bebida.
Os índios faziam grandes vasilhas de cerâmica para o preparo das bebidas. Muitas vezes enterravam seus mortos dentro desses grandes vasos, que, reutilizados, eram transformados em urnas funerárias. Eles têm sido enterrados também em redes. Essas diferentes maneiras de sepultamento são variações culturais ligadas a épocas e regiões.
Os indígenas conheciam muito bem o seu território, o que foi de grande utilidade para os europeus. Somente a partir das suas informações é que os portugueses puderam confeccionar mapas de territórios recém-descobertos. Alem de caminhar muito, os índios eram bons navegadores e se deslocavam rapidamente por extensas regiões. Fabricavam canoas de grandes dimensões que carregavam uma grande quantidade de guerreiros. Assim, os índios chamados genericamente de tupis e guaranis eram os senhores de todo o litoral na época da chegada dos europeus. Os moradores mais antigos, cuja presença é evidenciada em sítios arqueológicos de toda a costa paulista, já tinham sido por eles expulsos para o interior; os tupis-guaranis tinham atingido esse modo de vida desde aproximadamente o ano 500 da nossa era - o que significa que a sobrevivência dessa cultura existe por mil anos - até a chegada dos europeus.
A guerra constante entre as tribos e a inimizade entre os principais grupos foram aproveitadas pelos europeus. Assim, os portugueses ficaram amigos dos tupiniquins, que eram os grandes inimigos dos tamoios e dos tupinambás, os quais se tornaram aliados dos franceses, que tentavam invadir o domínio dos portugueses. No sul do país aconteceu a mesma coisa: os grupos tupis se associaram aos portugueses, e os guaranis aos espanhóis. Na época do descobrimento e colonização, a população indígena era calculada em 4,5 milhões no território brasileiro.
O elemento português no Brasil encontrou-se numa região de baixa densidade demográfica. Além de muitos imigrantes portugueses, estabeleceram-se também muitos colonos vindos dos Açores e das ilhas de Cabo Verde. Portugal teria na época dos descobrimentos, pouco mais de meio milhão de habitantes, vivendo do comércio, das especiarias asiáticas, com agricultura insuficiente e nenhuma indústria importante. As guerras, as epidemias, as misérias, a expulsão dos judeus e dos mouros, bem como excursões náuticas, haviam diminuído a população do país.
Uma das expedições mais importantes foi à realizada entre 1501 e 1502, comandada por Américo Vespúcio, um navegador italiano. Vespúcio foi enviado por D. Manoel, rei de Portugal, com a tarefa de percorrer os lugares visitados no ano anterior por Pedro Álvares Cabral e elaborar documentos contendo informações sobre as novas terras. Américo Vespúcio é um personagem ainda misterioso, sobre o qual não se sabe muito. Mas, ao que parece, foi em razão de suas cartas, nas quais contava as maravilhas e as coisas exóticas vistas nas novas terras, que estas receberam o nome de América. Essas cartas tiveram grande repercussão na Europa, na ocasião, e eram lidas como hoje se lê um livro de aventura. Em 15 de fevereiro de 1502, o navegador atinge a região de São Vicente, seguindo dias após para o rio Jordão, (Uruguai), lá chegando em 20 de março de 1502. Sua primeira edição foi em uma de suas principais cartas que foi publicada na cidade de Florença, em 1505. A colonização significaria a transferência de pessoas com espírito aventureiro, dispostas a deixar Portugal e a viver uma vida nova em terra desconhecida. Para motivá-las, era necessário valorizar e divulgar a nova terra; daí a importância das primeiras expedições organizadas por Américo Vespúcio. Pela leitura das cartas de Vespúcio fica-se sabendo que, em 1502, toda a costa brasileira já tinha sido reconhecida e demarcada pelos portugueses. Alguns portugueses ficaram no Brasil e, em certos lugares do litoral, foram feitas construções para facilitar a atividade dos navios que vinham buscar produtos para serem vendidos na Europa, principalmente madeira e certos tipos de animais. Essas construções foram chamadas de feitorias, como nos casos das propriedades de Pêro Corrêa, no Porto das Naus em São Vicente, hoje Japuí; e Itanhaém, às margens do rio Itanhaém, através de João Castelhano Rodrigues.

Nos primeiros encontros, a relação entre portugueses e índios era amistosa e baseada no interesse pela troca de mercadorias. As mercadorias européias eram dadas como forma de pagamento pelo trabalho indígena. Cortar e carregar madeira, ou animais, até os navios valia um chapéu, uma camisa ou uma ferramenta. A relação entre as duas culturas começou a mudar a partir do momento em que aumentou o interesse europeu pela exploração da nova terra e houve necessidade de mais trabalho indígena. Os índios, que antes se ofereciam para buscar madeira e se divertiam com a troca de mercadorias, passaram a ser obrigados pela força a realizar aquela tarefa.
O rei de Portugal, que, em 1530, era D. João III, começou a ficar preocupado com as repetidas visitas dos franceses, que agiam como se fossem donos da terra. Assim, levado pela preocupação de garantir o seu domínio, o governo português começou a mudar de atitude. Houve então a decisão de iniciar a colonização do Brasil, com a criação de povoados e vilas, além da construção de engenhos e forcas. Dessa vez, o objetivo era se estabelecer definitivamente e não apenas freqüentar a costa para trocar mercadorias. Para fazer isso de forma mais rápida, o rei dividiu a terra do Brasil em grandes territórios, a serem doados a homens da nobreza de Portugal que tivessem espírito de aventura, dinheiro e disposição para construir uma nova vida, além de estarem acompanhados de uma grande quantidade de marginais recolhidos na Europa. Essa divisão de terra foi feita ignorando-se as nações indígenas existentes em toda a extensão da costa brasileira. As grandes faixas de território se estendiam para o interior, ainda desconhecido dos portugueses. Foi um loteamento realizado a partir do litoral, sem considerar os habitantes nativos. Nesse momento ocorreu uma mudança radical na relação entre portugueses e índios, pois a terra passou a ser objeto de disputa e o trabalho indígena tornou-se obrigatório. Esse processo de mudança foi se intensificando conforme o grau de contato entre as duas culturas. Houve, assim, em um primeiro momento, a troca de mercadorias de baixo valor por madeira e outros produtos. Depois, as mesmas mercadorias passaram a ser dadas em pagamento ao trabalho realizado pelos índios, que foi se tornando cada vez mais intenso, e, finalmente, o trabalho indígena passou a ser obrigatório, já que era necessário para a manutenção dos portugueses na nova terra. Essa mudança significou a substituição do escambo pela escravidão.

Os índios fugiram então para o interior, deixando suas antigas casas, para escapar dos trabalhos forçados e da situação de escravidão. Para se defenderem, começaram a ter com os portugueses uma relação de guerra, que tinha como objetivo a defesa do território.
(BY NET)
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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Qua Mar 16, 2011 1:54 am


Martin Afonso de Souza

(Vila Viçosa, Portugal, c. 1500 — Lisboa, 1571)
De família nobre, Martim Afonso era filho de Lopo de Sousa e Brites de Albuquerque. Depois de viver quatro anos na Espanha, onde se casou com d. Ana Pimentel e lutou sob Carlos V contra os franceses, retornou em 1525 a Portugal a pedido de d. João III.
Nomeado governador do Brasil, recebeu a missão de expulsar os franceses, descobrir terras, explorar o rio da Prata e fundar núcleos de povoamento. Partiu de Lisboa a 3 de dezembro de 1530 com quatro naus, tendo como imediato o irmão Pero Lopes de Sousa e transportando cerca de quatrocentas pessoas.
Depois de percorrer todo o litoral até o rio da Prata, onde sobreviveu a um naufrágio, Martim Afonso retornou a São Vicente em 21 de janeiro de 1531, ali fundando a primeira vila do Brasil com a ajuda de João Ramalho e Antônio Rodrigues, moradores da região que haviam feito amizade com os caciques Tibiriçá e Caiubi.
Na região do planalto, e também graças a João Ramalho, estabeleceu em Piratininga uma pequena aldeia de duração efêmera. Em São Vicente iniciou a cultura da cana-de-açúcar e ordenou a instalação de um engenho.
Em outubro de 1532, d. João III comunicou-lhe por carta a decisão de dividir as terras em capitanias hereditárias, a doação que lhe fazia de cem léguas de costa e também a autorização para que retornasse a Lisboa, o que Martim Afonso fez em 1533. No ano seguinte, foi nomeado capitão-mor da Índia, para onde voltaria em 1543, também como governador. Retornou a Portugal em 1546, mas não veio mais ao Brasil.

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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Qua Mar 16, 2011 1:56 am



Manoel da Nóbrega
(1517-1570)

Padre jesuíta. Nasceu em Portugal, na região do Minho, em 18 de outubro de 1517. Estudou nas Universidades de Salamanca e Coimbra, formando-se em 1541. Em 1544 entrou na Companhia de Jesus recebendo a incumbência de chefiar a primeira missão jesuítica ao Brasil em 1549 e neste mesmo ano chegou à Bahia junto com o primeiro governador-geral, colaborando na fundação de Salvador. Iniciou o trabalho de catequização dos índios, adaptando a conversão aos hábitos e costumes indígenas. Seu trabalho gerou insatisfações aos colonos que queriam tão somente escravizá-los.

Em 1552 desentende-se com o bispo e deixa Salvador partindo para São Vicente, onde em 1553 funda o Colégio São Paulo na aldeia de Piratininga, lançando as a bases para a futura cidade de São Paulo.

Prosseguiu seu trabalho de catequese, aproveitando sua influência sobre os índios para ajudar Mem de Sá na luta contra os franceses que haviam se estabelecido no Rio de Janeiro e navegavam por toda a costa brasileira em busca de contatos e riquezas em 1555. Embora conseguindo a expulsão dos invasores da ilha onde tinham-se estabelecido, na Baía de Guanabara, os franceses embrenharam-se nas matas, aliando-se aos tamoios.

Em abril de 1563 Nóbrega e Anchieta iniciam o trabalho de pacificação dos tamoios, que retiraram seu apoio aos invasores franceses, sendo estes finalmente derrotados. Estácio de Sá fora encarregado de fundar uma cidade, São Sebastião do Rio de Janeiro, construindo um colégio de jesuítas, do qual Nóbrega participara na fundação. Morreu na cidade do Rio de Janeiro em 18 de outubro de 1570.


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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Qua Mar 16, 2011 1:57 am


João Ramalho
(Vouzela, Vizeu, Portugal, c. 1493 — Piratininga (São Paulo), c. 1580)
Filho de João Vieira Maldonado e Catarina Afonso de Balbode. Deixando em sua terra a mulher, Catarina Fernandes, seguiu para o Brasil em 1512. Após naufragar no litoral de São Vicente, foi bem recebido pelo chefe Tibiriçá, cuja filha desposou e com quem teve nove filhos.
No entanto, também teve filhos de muitas outras mulheres indígenas. Com seus descendentes mamelucos, estabeleceu postos no litoral para fazer comércio com europeus, vendendo índios prisioneiros, construindo bergantins e reabastecendo os navios em trânsito.
Fundou, no planalto, a povoação de Santo André da Borda do Campo, elevada em 1553 à categoria de vila, da qual foi capitão, alcaide e vereador. Servindo de intermediário, ajudou Martim Afonso de Sousa na fundação de São Vicente, em 1532.
Acompanhado de parentes, transferiu-se depois de Santo André para a povoação de São Paulo, fundada pelo padre Manuel da Nóbrega. Foi um dos responsáveis pela expulsão, em 10 de julho de 1562, dos tamoios confederados que haviam assaltado a vila de São Paulo. Depois, retirou-se para o vale do Paraíba, recusando em 1564 o cargo de vereador da vila que ajudara a fundar.
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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Qua Mar 16, 2011 1:59 am


Dom João III

(Lisboa, 1502 — Lisboa, 1557)

Filho de dom Manuel I e da rainha dona Maria, dom João III, o Piedoso, foi o décimo quinto rei de Portugal, subindo ao trono em 19 de dezembro de 1521. Três anos depois casou-se com Catarina da Áustria, irmã do imperador Carlos V.

Seu reinado foi marcado por circunstâncias desfavoráveis aos interesses de Portugal: a presença de corsários franceses no Atlântico, ameaçando as colônias; a dificuldade em manter as possessões orientais; a crise financeira do reino, agravada por fome e epidemias.

Diante dos problemas na Ásia, d. João buscou uma compensação investindo na colonização do Brasil. Em 1530, nomeou Martim Afonso de Sousa "governador da Terra do Brasil" e, dois anos depois, dividiu o território em capitanias hereditárias. Em 1548, ampliou o controle régio sobre a Colônia instaurando um governo central, para o qual nomeou Tomé de Sousa.

No plano interno, o reinado de dom João III caracterizou-se por uma linha acentuadamente absolutista. Foi o responsável pela instalação da Inquisição em Portugal. D. João III teve muitos filhos com d. Catarina da Áustria, mas nenhum sobreviveu ao monarca, cuja coroa iria para o neto, dom Sebastião, que em 1557 contava apenas três anos.
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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Qua Mar 16, 2011 2:01 am

BAIXADA SANTISTA- SP - ITANHAÉM[

A Capitânia de Conceição de Itanhaém.


Em vista da pendência com o Conde de Monsanto, a Condessa de Vimieiros transferiu a sede de sua Capitania para a vila de Conceição de Itanhaém, que se tornava assim o centro de grande região, abrangendo seu domínio, Ubatuba, Angra dos Reis, Cabo Frio, Parati, Iguape, Cananéia, Sorocaba, Mogi das Cruzes, Guaratinguetá, Taubaté, São José dos Campos, Paranaguá.

A Capitania de Itanhaém foi fruto de acirrada pendência entre os herdeiros de Martim Afonso de Souza e seu irmão Pêro Lopes de Souza, sendo criada em 6 de fevereiro de 1624.

Foi a Condessa de Vimieiros, Dona Mariana de Souza Guerra, casada com D. Francisco de Faro, o Conde de Vimieiros, repelida da sua Vila Capital de São Vicente, bem como de Santos, São Paulo e de Mogi das Cruzes - eram estas as Vilas que estavam eretas neste tempo em Serra acima. Vendo-se assim, a Condessa de Vimieiros, fez então, Cabeça de Capitania, a sua antiga Vila de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, e, para governarem esta nova Capitania de Itanhaém. O primeiro Governador e Ouvidor da Capitania de Itanhaém em nome da Condessa de Vimieiros, o Capitão João Moura Fogaça, o qual governou com ampla jurisdição até a Cidade de Cabo Frio, desde o ano de 1624 até o de 1645, em nome da referida Condessa. Serviu de Matriz a ermida no alto do Itaguaçu até 1639, momento em que se deu início à edificação da nova Matriz, também de barro, dedicada então a Sant'Ana. Foi a nova Matriz, porém, edificada abaixo do outeiro em terreno onde se estendera o povoado (indicação de que o período de insegurança da conquista propriamente dita, sucedera o de assentamento da povoação já assegurado um domínio mais pleno da região).

Informações contidas nos livros de Benedito Calixto nos dão conta da existência da Igreja de Santa Luzia, num caminho que passava em frente à Casa de Câmara e Cadeia, o que deixou o segundo prédio em total desalinho com os outros do Centro Histórico. Não se sabe exatamente quando se deu início à construção da nova Matriz podendo, porém corresponder ao período em que Itanhaém tornou-se cabeça de Capitania (1642 a 1679). O que é certo é que a Igreja estava efetivamente em obras no segundo decênio do século XVIII, momento em que recebe da Fazenda Real, por três anos, "cem mil réis cada ano, para a obra da capela-mor da Igreja da Vila de Conceição". As igrejas matrizes mereciam por parte do rei de Portugal, como chefe da Igreja Católica no Império Luso, atenção especial, cabendo-lhe assistir o povo nas suas edificações.
Com a instalação da Capitania de Itanhaém, a vila progrediu muito com a descoberta de ouro, mas logo caindo em declínio devido às lutas dos herdeiros de Martim Afonso de Souza, o Conde Monsanto e a Condessa de Vimieiros, netos do fundador e primeiro donatário da Capitania de São Vicente (subdividida em Capitania de São Vicente) compreendendo as vilas de Santo Amaro, Piratininga, Santos e São Vicente, mais a região que se estendia pelo interior do hoje Estado de São Paulo, ficando para a Condessa, a Capitania de Itanhaém, que compreendia a região litorânea de Cabo Frio até a ilha de Santo Amaro (Guarujá), e as vilas de Itanhaém, o já abandonado Colégio São João Batista, estendendo-se pela região de Iguape, Cananéia, indo até Paranaguá. Outro motivo do declínio das Capitanias foi à descoberta de ouro nas terras das Gerais, as Vilas Paulistas, principalmente as mais modestas, sofreram o êxodo de grande parte de seus habitantes e Itanhaém não foi à exceção.

Durante o período em que a Vila de Itanhaém gozou das prerrogativas de Cabeça de Capitania dos herdeiros de Martim Afonso de Souza, foram estabelecidas na seção meridional, as vilas de Sorocaba, Iguape, Cananéia e a de Paranaguá, embora estivesse uma parte do território desta última povoação fora da dita jurisdição. Itanhaém teve predicamento e jurisdição sobre toda uma vasta região, desde Cabo Frio, ao Norte, até Paranaguá, ao Sul, bem como, sobre as vilas de São José dos Campos, Taubaté, Pindamonhangaba, Guaratinguetá e as povoações criadas nas lavras de Minas Gerais, e gozou desta prerrogativa durante cento e cinqüenta anos.
Conta à história que no ano de 1647 a imagem do Senhor Bom Jesus foi embarcada em um Bergamin português com destino ao Brasil. A viagem transcorreu sem maiores problemas até aproximar-se de Pernambuco, onde foi abordada por piratas maus. Com receio de que os piratas profanassem a imagem, o comandante colocou-a num caixote, juntou algumas botijas de azeite e lançou ao mar. Assim a caixa foi levada pela correnteza marítima, em direção ao sul da costa brasileira.
No mesmo ano, na Praia do Una, dois índios enviados à Vila Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, a pedido de Francisco de Mesquita, morador da Praia da Juréia, avistaram a caixa no mar e a resgataram. Perceberam então que se tratava de uma imagem, um caixote e algumas botijas de azeite. Acreditando que havia alguma relação entre os objetos resolveram trazê-los a margem. Para prosseguir viagem, colocaram-na de pé na areia ao lado das botijas e do caixote.
Na volta, ao se aproximarem da imagem, perceberam que ela se encontrava com o semblante voltado para o poente ao contrário de como a haviam deixado, virada para o nascente. Surpresos, os índios apressaram-se em retornar ao seu local de moradia para contar aos outros índios o que acontecera.
No dia seguinte, Jorge Serrano, líder da comunidade, tomou o caminho da Praia do Una acompanhado de sua esposa Anna de Góes, de seu filho Jorge e de sua cunhada Cecília. Quando chegaram diante da imagem puseram-se de joelhos e rezaram, rendendo graças. Decidiram então, levá-la para a Vila de Iguape, atravessando o Maciço da Juréia, com a imagem sendo carregada em uma rede de pesca.

Um grupo de pessoas da comunidade que soube do achado da imagem aproximou-se de Jorge Serrano com a intenção de levá-la para a Vila de Nossa Senhora da Conceição de Itanhaém, por esta ser a sede da Capitania. Ao tentarem virar o cortejo para aquela Vila, a imagem surpreendentemente adquiriu um peso descomunal e, o contrário aconteceu quando voltaram em direção à Vila de Iguape. Perceberam então que a imagem já tinha seu destino traçado. Na medida em que se aproximavam da Vila, maior era o número de cristãos que se unia à procissão

Após dias de caminhada, encontraram um lugar de beleza única onde pararam para banhar a imagem sobre as pedras de um riacho, retirando o salitre e preparando-a para sua chegada na Matriz de Nossa Senhora das Neves. Esse riacho ficou conhecido, daí por diante, como Fonte do Senhor e dizem que a pedra sobre a qual a imagem foi banhada cresce continuamente.
No dia 2 de Novembro de 1647, terminada a lavagem, a imagem finalmente chegou à Vila e foi colocada no altar da Matriz de Nossa Senhora das Neves.

Em 2 de janeiro de 1654, a Irmandade Nossa Senhora da Conceição fez um contrato, cedendo a Igreja e Convento Nossa Senhora da Conceição aos frades franciscanos do Convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro, para que estes se instalassem no alto do morro de Itaguaçu, e junto à igreja construíssem o seu convento, sob condição de se um dia esses religiosos abandonassem o mesmo, tudo reverteria de novo em favor da Irmandade e do povo.

O rei D. João IV, da Dinastia de Bragança, determinou que Nossa Senhora da Conceição fosse a padroeira de Portugal em 1646. Gozando do favor real, o culto à Conceição espalhou-se pelo Império português e em todo o Brasil. Padroeira da primeira ermida de Itanhaém, a imagem da Virgem da Conceição é um exemplar expressivo da arte imaginária do século XVI.

De 1635 até 1763 a extração do ouro atingiu muitas arrobas nas minas de Ribeira de Paranaguá. Nessa época próspera, com o ouro extraído da Capitania dos Condes de Vimieiros, foi confeccionada a coroa que cingiu a imagem de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da Capitania. A 20 de outubro de 1700 a Vila de Nossa Senhora da Conceição é elevada a Município. Em 1711, D. João V, para pôr termo ao litígio e intrigadas demandas entre os herdeiros de Martim Afonso de Souza e os de Pêro Lopes, reuniu então, as terras e Capitanias em litígio aos domínios da Coroa.

A expansão geográfica do Brasil no século XVII e a primeira metade do século XVIII, foi ocasionada pela descoberta do ouro e diamantes; o crescimento da população; o aumento do número de vilas e cidades e os problemas daí decorrentes obrigaram ao desmembramento do Bispado do Rio de Janeiro, fato ocorrido em 1745. Foram então criados os bispados de São Paulo e Mariana e as prelazias de Goiás e Cuiabá, no reinado de D. João V, o qual tinha como Ministro, o santista Alexandre de Gusmão. O território da Diocese paulista abrangia, além do atual Estado de São Paulo, parte de Minas Gerais e os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Em 1752 é construída a rampa ou ladeira que dá acesso ao Convento, subindo o monte a partir da praça. O antigo acesso fazia-se por uma escadaria lateral, bastante íngreme e estreita, com 83 degraus distribuídos em patamares. Este parece ter-se conservado por algum tempo, pois quando o Convento decide construir casas para alojar seus escravos em 1783, as faz no terreno situado entre a antiga e a nova ladeira. Os restos da antiga escadaria ainda foram utilizados por um bom tempo, pois os restos que persistiram cobertos de mato pouco distantes da bica em que fica ao lado da bitola da Estrada de Ferro atestaram a penitência que muitos romeiros faziam subindo de joelhos.
Em 1761 é inaugurada a Igreja Matriz de Sant'ana, construção iniciada em 1639, em substituição à Igreja de Santa Luzia, localizada a apenas uma quadra da praia, destruída provavelmente por algumas das condições do solo arenoso ou ataque vindo do mar. Dentre as imagens, ainda hoje a Virgem de Anchieta, exemplar de rara beleza e valor histórico e artístico do barroco paulista. Durante essa época, declinam sobremaneira as atividades econômicas da região, com a descoberta do ouro na região das Gerais, afetando a todas as vilas do Litoral Sul Paulista profunda decadência, o abandono e a falta de recursos constituíram fatores constantes de ameaça ao seu patrimônio público. A Matriz de Itanhaém, junto com a igreja e o Convento Franciscano, não escapam a essa situação geral. Os "camaristas" de Itanhaém reclamam do esquecimento de que é vítima a cidade e, vez ou outra, obtém pequenos auxílios que permite realizar consertos mais urgentes na igreja, como ocorreu nos anos 70 do século passado. Esta situação não se modifica até os primeiros decênios do século XX.

A Matriz de Itanhaém, no terceiro quartel do século XVIII, pouco antes e durante o governo de Morgado de Mateus, passou por profundas reformas. A obra, apesar do auxílio metropolitano, é, todavia, realizada com esforço e as possibilidades limitadas da população que, segundo um documento da época, "a puseram nos termos que a possibilidade braçal podia chegar". Não se concluíra ainda a obra, e se encontrava ameaçada de ruir, visto que "todo madeiramento da capela-mor e o da Torre está podre devido ao passar dos tempos por não estar coberto e falta dinheiro para pagar pedreiros, e desta sorte, as paredes padecem ruínas não obstante serem de pedra e cal (1769)". Apesar das dificuldades enfrentadas, tudo indica que se conseguiu concluir a obra pretendida, obtendo então a igreja a configuração que até hoje possui. Indicações visíveis em suas paredes laterais e outras verificadas na obra encetada pelo órgão de preservação como permite-nos supor, nesta época, que a Matriz sofreu alteamento em todo o corpo do edifício, inclusive do frontão da fachada, mantendo este, porém, a configuração anterior. Antes de finalizar o século XVIII, todavia a igreja ainda está em obras, necessitando novamente do concurso do povo, o qual é, em 1799, pelo reverendo pároco, dividido em "esquadras para consertar a igreja".
Em 1819, por Carta Patente de 13 de maio, a Vila de Itanhaém, foi instituída em baronia a favor de Manoel de Andrade Souto Maior, mais tarde, no Primeiro Império, condecorado com o título de Marques de Souto Maior.
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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Qua Mar 16, 2011 2:06 am

Padre José de Anchieta

(San Cristobal de Laguna, Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha 1534 - Reritiba, atual Anchieta ES 1597)
A família de José de Anchieta era de guerreiros aguerridos. Um de seus irmãos defendeu o estandarte de Tércios de Flandres, que lutavam até a morte pela unidade religiosa nos campos da Espanha. Outro, missionário, adentrou pelas terras ao norte do Rio Grande, hoje território norte-americano, e seu primo o antecedeu nas missões jesuíticas ao Brasil. José, por tradição, era destinado a ser soldado. Mas seu pai, vendo o menino acanhado e versejando poesias em latim já aos nove anos de idade, reconheceu que ele não manifestava a mínima aptidão para a carreira militar.
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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Qua Mar 16, 2011 3:31 am

FOTOS DE ITANHAEM (BY NET)






CONVENTO N.S. CONCEIÇÃO



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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Qui Abr 14, 2011 12:16 am

COMO SABE SOU MÉDICO PEDIATRA E HÁ CERCA DE 6 ANOS VENHO TRABALHANDO COM O PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA, HÁ UM MES MUDEI DE SAO VICENTE PARA ITANHAEM E HOJE TENHO COMIGO UMA ALDEIA DE ÍNDIOS GUARANIS ONDE FAÇO ATENDIMENTO UMA VEZ POR SEMANA

Nossa que bom ter-te aqui neste tópico.
Não sabia que estás murando em São Vicente, também faz tanto tempo que não sabia de ti.
Deves estar a gostar desse te4u trabalho como os índios...fala do teu trabalho.
fica bem
bjs
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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Qua Maio 18, 2011 10:42 pm

Vocês fazem um trabalho excelente ao contar um pouco da história de cada região. É muito interessante, quando tiver mais tempo livre vou-me dedicar a ler os tópicos todos. Como países lusófonos só tive a oportunidade de conhecer o Brasil, bom só conheci duas cidades de dois estados diferentes. São Luís (Maranhão) e Fortaleza (Ceará).

Espero ter a oportunidade de conhecer muito mais.

ps: Maria João, gostaria de responder por PM, mas para já ainda não tenho privilégios para isso.
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MensagemAssunto: Re: Estados do Brasil   Hoje à(s) 3:46 am

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